quarta-feira, 25 de março de 2009

Professor Blogueiro


Vale muito a pena ler esta postagem da Doralice Araújo, do blog namira.

Você conhece um professor blogueiro?
Fiz uma pesquisa na tarde da última segunda – feira com diversas escolas curitibanas. A intenção? Saber se algum colega professor mantinha uma página eletrônica com objetivo educacional, mas minha busca foi um insucesso, porque as secretarias e as coordenações pedagógicas não tinham conhecimento sobre o assunto – ou não estavam autorizadas a compartilhar a informação. Será que o leitor, especialmente se aluno do ensino médio, sabe se um dos seus professores é blogueiro educacional? Pois se a informação é afirmativa, por que não deixar a indicação aqui? Perguntei a todos os meus alunos e ninguém infelizmente sabia informar...

Arquivo cel. Doralice Araújo

Manter uma página bem qualificada na internet é aumentar as possibilidades profissionais; não duvide!

A professora Gládis Leal, com quem tenho estabelecido uma simpática conversa virtual, colaborou comigo e indicou uma lista de colegas professores Brasil afora. Visitei não apenas as páginas anunciadas, mas também as encontradas nos links apontados pelo Prof. Jarbas– e lamentei não poder destacar aqui os colegas locais, mas quem sabe em breve a situação seja outra?

Páginas educacionais são auxiliares muito interessantes à prática docente; para mim são coadjuvantes do cotidiano de um professor atento, não apenas às necessidades básicas do conteúdo escolar, mas também às formas de interação entre os sujeitos e agentes do conhecimento - e lamento que os colegas ainda fiquem restritos aos portais institucionais, sem trilhar caminhos próprios que divulgam não apenas o seu nome ligado à educação, mas, sobretudo o que têm a compartilhar profissionalmente com o mundo.

Os tempos são outros; as vantagens auferidas com a exposição, muitas vezes temida pelo profissional, são inúmeras. Quem não compartilha com os demais o que sabe fazer ficará restrito aos limites da instituição na qual trabalha, o que convenhamos é muito pouco. Se desejar criar uma página educacional vai aqui o meu estímulo, porque ela permitirá ao colega professor de qualquer área:

> Demonstrar a sua familiaridade com a escrita virtual.

> Rever a sua prática pedagógica.

> Instruir tarefas auxiliares aos tópicos que explicou em sala de aula.

> Apresentar novidades culturais aos seus interlocutores estudantis.

> Construir um território de idéias pessoais, entre outras grandes vantagens.

> Interagir com profissionais da educação.

> Fazer parte de uma rede infinita de possibilidades de crescimento profissional.

Recomendo:

> Profª Fátima Franco, no Leitura e Escrita na Escola

>Profª Sônia Bertocchi, no Lousa Digital

>Profª Miriam Salles - e suas observações sobre Informática Educacional e Meio Ambiente
> Profª Emília Miranda , no Netescrita

> Prof.Franz Kreutner Pereira, no Este blog é minha rua


Sugestão de escrita

Agora divulgue um endereço educacional – e justifique o porquê da sua divulgação. Vou certamente conferir os links e à medida que forem indicados vou trazê-los aqui para cima, aos poucos, não sem antes evidentemente conferir a qualidade e a objetividade do trabalho desenvolvido. Anteriormente já editei algumas páginas de professores e para conferir basta fazer uma leitura vertical deste Na Mira do Leitor.


Artigo publicado em Março/2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Para o Ano Letivo 2009


12 maneiras de transformar seu aluno em fã
Brasílio Neto

Manter um aluno por dois, três anos é relativamente fácil, com as dificuldades de se mudar de escola: o estudante tem de adaptar-se a um currículo totalmente novo, novas regras, etc.
O problema é que essa tática não garante que os parentes daquele aluno se matriculem ali. E tratando-se de ensino superior, vai frustrar o aluno, que não se sentirá preparado para sua profissão, e também não vai indicar a nenhum amigo ou conhecido a essa instituição.
Um dos grandes desafios das escolas hoje é tornar seus alunos fãs, para que eles permaneçam na instituição e tragam novos estudantes. Veja algumas dicas:

1.Seja fonte de novas idéias: todos seus alunos estão preocupados, em graus diferentes, com o futuro, com a maneira pela qual o mundo funciona. Apóie seus alunos nesse sentido, dando-lhes informações sobre o cotidiano que não estão no currículo. A escola também pode realizar palestras e bate-papos com profissionais de sucesso, futurólogos, economistas, etc.

2.Demonstre que você tem o conhecimento: o conhecimento que seus alunos esperam, muitas vezes, não é aquele que o professor passa na sala de aula. Que tal fornecer-lhes instruções básicas de economia, marketing pessoal e outros assuntos necessários para sobreviver lá fora? Desenvolva rápidos livrinhos sobre esses temas e distribua a seus alunos.

3.Transmita a imagem correta: se você quer que sua instituição de ensino seja reconhecida como a melhor da região, então faça com que tudo à sua volta reforce essa imagem. Não é necessário contratar um decorador e cobrir seu escritório com tapetes e quadros caros, mas concentre-se no óbvio. Ataque banheiros com ladrilhos faltando, parede manchadas, plantas secas ou mortas. Assegure-se de que toda sua equipe se apresente bem, com uniformes em ordem. Mire-se no exemplo dos parques da Disney, que sabem que boa parte de sua imagem vem de seus faxineiros, com uniformes imaculadamente limpos e passados. O mesmo vale para suas serventes.

4.Conheça o aluno: não assuma que você entende os anseios e as necessidades de todos os alunos. Cada bairro da cidade, cada classe social produz pessoas com necessidades e visões diferentes. Dentro de cada bairro, cada família possui suas peculiariedades. E dentro de cada família, cada pessoa tem seu modo único de pensar. Muitos colégios erram ao se apoiar em estudos referentes ao "aluno brasileiro médio". Ora, trabalhar com a média vai fazer, no máximo, que você crie uma escola igual às outras. Gaste algum tempo entendendo a comunidade que você quer atingir.

5.Demonstre que você está aprendendo constantemente: esse é um componente chave para garantir o relacionamento escola-aluno. Para que um estudante sinta-se confortável com o passar do tempo, você deve mostrar que está constantemente aprendendo, tornando-se mais atual, útil e competente. Ficar estagnado é fatal para qualquer instituição.

6.Comunique-se claramente: manter um entendimento claro e cristalino com seus alunos é mais importante do que nunca. Cuidado com aquelas circulares cheias de termos técnicos. Algumas são escritas de uma maneira que só confunde os alunos e pais. Esqueça, portanto, as "atividades de campo interativas para observação da variedade da fauna nacional no Bosque e Jardim Botânico Municipal Memorial Etelvina Montes Farberbara.". Escreva "visita ao Jardim Botânico".

7.Seja acessível: mantenha suas portas abertas, esteja sempre pronto para falar com seus alunos. A grande maioria não abusa dessa facilidade de acesso, embora eles se sintam mais seguros ao saber que podem contatá-lo sempre que precisarem. Diminua a burocracia entre a direção e os alunos.

8.Ouça: deixe o aluno falar e você vai acabar descobrindo exatamente o que ele deseja para que suas aulas e sua escola sejam ainda melhores. Somente quando você tem uma imagem bem clara dos motivos e preocupações dos estudantes é que você pode montar uma escola específica para aquela realidade. Abuse de caixas de sugestão e - por que não - reuniões com representantes de alunos.

9.Pense como o estudante: foque no que agradou a você como aluno, quando você sentava do outro lado da sala, bem como as coisas que fizeram você trocar de escola ou faculdade. Assegure-se de praticar a primeira parte, e evitar a segunda. E resista à tendência comum de achar que o que é bom para a sua escola é automaticamente bom para os alunos. Não é, mas o inverso é verdadeiro: o que é bom para seus alunos, no final das contas, vai ser bom para sua instituição. Pense nessas leis sempre que for aprovar algo para sua instituição. Aquela nova ação vai tornar o estudo melhor, mais fácil ou agradável?

10.Nunca decida o que um aluno quer: os estudantes querem conselhos, dicas, sugestões e não conclusões o tempo todo. Então ofereça opções e alternativas. Ensine-os a pensar e analisar. Existe um espaço para verdades absolutas na escola (2 + 2 =4), mas ele não deve ser dominante no relacionamento com os alunos. Trabalhe para criar um cenário que permita ao aluno decidir, apontando aspectos positivos e negativos de algumas situações. Você estará desenvolvendo características que serão muito úteis para eles mais tarde.

11.Torne-se paranóico: Andy Grove, presidente da companhia de peças de computador Intel, sugere que seu sucesso é resultado direto de sua paranóia. É a paranóia que o mantém engajado, atento e fazendo perguntas. Ele está constantemente no limite e suas antenas estão sempre funcionando. Dessa maneira, é difícil alguma coisa passar desapercebida ou pegá-lo de surpresa. O mesmo vale para sua escola. Tenha uma equipe de paranóicos, atentos às mudanças das necessidades dos alunos, aos novos lançamentos de livros didáticos, às novas tendências. Aí, separe o que é paranóia do que é realmente útil. Nada de ficar mudando de livros a cada lançamento: esteja atento, porém seja criterioso.

12.Se você não pode ajudar o aluno, seja honesto: a prova do profissionalismo é dizer não. Não existe maneira de uma escola (ou professor) ser capaz de fazer tudo - e nem o estudante espera isso. Alunos querem soluções boas e confiáveis. Se não for possível, diga. É melhor que prometer e não conseguir cumprir depois.


Encontrei este artigo no blog da pedagoga Tatyana é o Educando com Carinho, vale uma visita, é um blog excelente.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Blog? Para que serve?!


BLOG SERVE PRA ISSO! Antigamente, até a época do descobrimento do Brasil, vivía-se a Era da Oralidade. Apenas ouvíamos. A produção de informação era centrada em poucos indivíduos, e transmitidas oralmente. Aos demais cabia OUVIR e confiar na memória para garantir uma transmissão fidedigna. Depois, com a prensa de Gutemberg, veio o advento da imprensa escrita e o acesso a informação tornou-se possível a todos que soubessem ler.

Entramos assim na Era da Leitura. Mas a produção da informação continuava restrita a poucos. Cerca de 400 anos depois entramos na Era do Rádio. As notícias se espalham mais rapidamente, entretanto continuamos como ouvintes, e sem ter acesso a produção e propagação de informação. Na década de 1960 conhecemos a televisão, e inaugura-se uma nova era: a Era do Vídeo. Já não ficamos somente ouvindo as notícias. Agora queremos "ouvir com os olhos".

A partir daí as coisas se aceleram e apenas 30 anos mais tarde os computadores pessoais abrem um novo mundo à informação e comunicação. Entramos na Era da Multimídia. Deixamos de ser apenas receptores. Enfim podemos produzir, editar, publicar e compartilhar a informação.

E os Blogs servem pra isso! Num texto escrito para a apostila do Curso de Formação de Professores em Linux Educacional, realizado pelo NIED-Semec/Belém, escrevi: "Nesse cenário, a criança convive com um mundo formatado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação-TIC; cresce e se desenvolve onde impera o computador, a mídia televisiva, as imagens frenéticas e coloridas, um universo imersivo, multivisual e multisonoro. (...)

Em contrapartida, a escola atual lhe oferece um mundo estático em preto e branco e espera que ela tenha reações de euforia e contentamento. O estudante da era da comunicação digital e imersiva já existe. E esse número aumenta exponencialmente a cada ano. Somente o espaço pedagógico tradicional se mantém o mesmo. Uma nova educação, uma nova escola, um novo educador tornam-se obrigatórios e urgentes. Nessa era nem o professor nem o aluno estão mais dispostos a, somente, LER, VER, OUVIR. E os Blogs servem pra isso!

Fonte: Franz Kreuther Este blog é minha rua.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Blogueiras sendo entrevistadas


Ontem, sexta-feira 05/12/08, foi publicado no Portal Ceale/UFMG, uma matéria sobre a internet na educação.

As blogueiras do Alfabetização em Foco, foram escolhidas para falar um pouco sobre a importância dos blogs na prática educativa. Vale a pena conferir.

www.ceale.fae.ufmg.br

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais artigos sobre blogs




Encontrei no blog Este blog é minha rua, do Franz Kreuther, vale a leitura.


Antes do advento da Internet havia no mundo dois tipos de pessoas: os que detinham a informação, e por isso transmitiam seu discurso sem interferências nem contestações, e os que simplesmente escutavam. No mundo contemporâneo continua existindo esses dois tipos, porém surgiu uma nova categoria. Assim temos hoje três tipos de indivíduos compondo a sociedade pós-moderna: aqueles que têm algo a dizer e dizem; os que embora não podendo controlar a conversa querem ao menos participar dela e os que, ou por não saber o que dizer ou por não ter como dizer, continuam apenas escutando.

Contudo, a cada dia milhares de pessoas constroem ecosistemas sociais e profissionais baseado em redes de interação online, e se movem nele buscando interpretar suas relações e entender suas tendências. E agindo assim se tornam mais transparentes e mais acessíveis. Esses ecosistemas informativos possibilitam a essas pessoas realizarem descobertas que podem mudar suas vidas, por exemplo: descobrem que tem voz, descobrem que toda pessoa tem o que dizer para outra e que qualquer um pode ser ouvido; descobrem que a comunicação não é uma via de mão única e que o receptor pode se tornar emissor, e vice-versa. Os blogs Antigamente, apenas os jornalistas, os radialistas e comunicadores podiam ocupar o posto do Grilo Falante, ou seja, a consciência falante da comunidade. Era a hegemonia do 4º Poder.

Atualmente, com os blogs, todos descobriram que têm coisas para dizer. Todos querem expressar suas idéias e informar, todos querem opinar sobre tudo. Há milhões e milhões de vozes na Web que buscam ser ouvidas e tocar corações e mentes. Segundo dados do Ibope/NetRatings, “o número de usuários brasileiros que lêem blogs atingiu 10 milhões de pessoas em fevereiro de 2008.(...) Em dezembro do ano passado, eram 9,6 mihões de brasileiros que acessavam blogs". Ainda segundo o NetRatings, o “Brasil manteve sua posição como país com maior tempo médio mensal de navegação residencial por internauta, com 22h24. A lista de países monitorados pelo Nielsen/Netratings inclui Estados Unidos, com 19h52, a França, com 19h40, o Japão, com 18h29 e o Reino Unido, com 17h46”. Esses dados revelam que quando um internauta visita um blog e se depara com uma postagem que o interessa, tende a querer deixar seu comentário. E um dia, mais cedo ou mais tarde, acabará por se tornar um blogueiro.

Mas ser blogueiro não é apenas escrever num blog, é fundamentalmente LER blogs. Isso porque para escrever é necessário antes de tudo gostar de ler. E sabemos que quanto melhor o indivíduo lê, melhor ele escreve. E você, blogueiro amigo, não se iluda, pois aquilo que escreve em seu blog diz muito mais sobre você que seu Currículo Vitae, e pode revelar aspectos de sua personalidade, tais como atenção a detalhes e pormenores, habilidade auto-expressiva e senso crítico, que podem servir de elementos seletivos na hora de concorrer a uma vaga no mercado de trabalho. E qualquer dia, nos currículos enviados às empresas, os candidatos colocarão ao lado do endereço de e-mail (hoje praticamente obrigatório) o endereço de seu blog.